CAROLINA

MADURO

Fotografia e Espaço: estranhas cenas do Sertão Carioca

SOBRE A PESQUISA

A pesquisa analisa como a sensação do estranho — conforme elaborada por Freud — pode emergir em fotografias de espaços rurais do território chamado Sertão Carioca. A reflexão articula Freud e Foucault para discutir como instintos se confrontam, gerando novos modos de conhecimento. Nesse processo, o Sertão Carioca aparece como um território simbólico onde o familiar e o estranho se entrelaçam: um espaço associado às tradições orais e mitos bem como a incertezas e atmosferas de isolamento. A fotografia desses espaços funciona como um meio para colocar em combate instintos, produzindo deslocamentos estéticos e epistemológicos. Inspirada por Foucault e Derrida, proponho a construção de arquivos fotográficos que, a partir de sua materialidade, revelam os estranhamentos nos espaços rurais. Assim, a pesquisa discute a elaboração de um saber outro, que surge da abertura à dúvida, à experiência e ao desconcerto, e que se constrói na interseção entre escrita, fotografia e memória de arquivos.

Sobre a Autora

Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Design da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGD/UFRJ), na linha de pesquisa Imagem, Tecnologia e Projeto. Mestre pelo mesmo programa (2022) e bacharel em Artes Cênicas – Cenografia pela Escola de Belas Artes da UFRJ (2018). É integrante do laboratório de pesquisa PHADEC (Photography: Art, Design and Communication). Atua como fotógrafa e produtora audiovisual, com experiência em fotografia e videografia voltadas à produção artística, especialmente nas áreas de música, teatro e performance. Desenvolve pesquisa teórico-prática sobre fotografia, processos de subjetivação e o estranho freudiano, articulando investigações em design, imagem e memória.